Navas de Tolosa, 2012

Navas de Tolosa, 2012

Os Historiadores que na época escreveram as crónicas sobre esta batalha apenas a designaram como "A Batalha", tal foi a sua importância. A batalha, ocorrida a 16 de Julho de 1212,  opôs um grande exército cristão, com o rei Afonso VII de Castela ao comando e composto por um exército de Navarra, comandado por D. Sancho VII, outro de Aragão, com D. Pedro II à sua frente e ainda um exército de Portugal comandado por D. Afonso II. Juntaram-se ainda cavaleiros do reino de Leão e das ordens militares de Santiago, Calatrava, Templários e Hospitalários. Do outro lado estava um exército do Califado Almóada.

 

 

A batalha foi decisiva para a Reconquista, tendo mesmo o rei Afonso VII de Castela conseguido que o Papa a considerasse como Cruzada, o que se revelaria importante no apoio das Ordens Militares. O Papa declarou ainda que quem ajudasse os muçulmanos seria excomungado, o que impediu que o rei de Leão não entrasse no reino de Castela, para o conquistar!

 

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A batalha foi preparada durante muitos anos por Afonso VII, e foi antecedida por muitas escaramuças e muitas manobras estratégicas pela ocupação dos melhores lugares - as forças árabes acabaram por ficar melhor colocadas, no cimo de uma colina, enquanto os cristãos ficaram na base desta, tendo como tal de lutar e subir a colina. A estratégia passou por colocar as forças de Castela, que tinha o maior número de homens, no centro, enquanto as forças de Navarra e Aragão progrediam pelos flancos. A manobra táctica de Afonso VII passava por iludir os comandantes árabes fazendo-os pensar que a infantaria que avançava pelo centro era frágil, levando-os a carregar e quando se aperceberam do logro foram atacados pela cavalaria pesada! Esta táctica garantiu a vitória dos reis cristãos e elevadas baixas no lado muçulmano e o inicio do fim da civilização árabe na Península Ibérica.